sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Daisy Jones & Billy Dunne: A Angústia dos Quase Amores

   


      Imagine que você e seu irmão começam uma banda, junto de alguns amigos. Você conhece uma garota que é exatamente tudo o que você sonhou e se casam, paralelamente a isso sua banda cresce exponencialmente e sua esposa engravida, você basicamente enlouquece e começa a traí-la, ela descobre e você vai para uma clínica de reabilitação, pois nesse meio tempo passou a usar drogas, você sai da clínica curado e finalmente começa a ser o pai e o esposo que sua família merece. Uma bela história de superação não é mesmo? Infelizmente, nada é tão simples.

      Em Daisy Jones & The Six, Taylor Jenkins Reed traz personagens complexos que podem facilmente ser um retrato de várias famílias reais. Billy Dunne é um cara de ego exacerbado e que não se contenta com um "não" mas isso não o impede de trazer inseguranças provenientes de um abandono parental, então ao surgir a oportunidade de formar uma família com Camila, uma mulher que é basicamente perfeita na visão dele, faz de tudo para lutar contra seus próprios medos e não se autosabotar, mas não é o suficiente. Entretanto ele consegue voltar aos eixos, afinal, ama Camila e vai fazer de tudo para unir sua "família tradicional" idealizada novamente e, conseguiu (por um tempo), até um furacão chamado Daisy Jones aparecer e abalar tudo o que Billy reconstruiu, pois essa fatídica mulher representava tudo o que queria, mas não podia ter.

     Daisy e Billy foram inspirados em pessoas reais: Stevie Nicks e Lindsey Buckingham, da banda Fleetwood Mac, o que mostra ainda mais o quanto esse tipo de amor é real, intenso e destrutivo. Billy e Daisy eram duas metades de uma alma só, eram iguais e acabam se machucando pois Daisy era o vício que Billy tinha conseguido abdicar e toda vez que se olhavam, se tocavam e principalmente compunham juntos, ficavam mais e mais envolvidos um pelo outro, e era impossível não nos comovermos, pois quantos de nós não conhecemos nossas almas gêmeas e tivemos que abrir mão delas pela nossa sobrevivência? Quantos de nós não estivemos com alguém que em questão de segundos foram capazes de se tornar a melhor e a pior coisa de nossas vidas? Que despertaram nosso lado mais belo mas também o mais feio? Essas tantas antíteses usadas representam exatamente o que Daisy e Billy são: uma bagunça.

      Eu em particular, fiquei especialmente comovida com um trecho de Billy: " Eu amava a minha esposa. E tinha sido fiel a ela desde o momento em que me recuperei. Fazia de tudo para não sentir nada por nenhuma outra mulher. Mas...Tudo o que movia Daisy me movia também. Tudo o que eu amava no mundo, a Daisy também amava. As minhas fraquezas eram as mesmas de Daisy. A gente era como duas metades de um todo. Uma coisa só. De um jeito que só acontece com pouquíssima gente. De um jeito que a gente nem precisa dizer o que está pensando, porque a outra pessoa também está. Como eu poderia conviver com Daisy Jones e não ficar encantado por ela? Não me apaixonar por ela? Eu não conseguia." E só aí eu consegui entende a angústia dos quase amores. Enquanto eles mesmos não se curassem, eles nunca poderiam ficar juntos, porém, apenas afastados conseguiriam se curar. 

      Na vida há pessoas que não nasceram para ficarem juntas, mas isso não as impede de se amarem, então, amem-se incondicionalmente, mas sempre ponha sua saúde em primeiro lugar, e se necessário, esperem um tempo para se reecontarem, pois o tempo cura tudo e se seus destinos forem ficar juntos, assim como Billy e Daisy ( no livro e na série ficou subentendido que depois de velhos eles se reconectaram ) irão ficar, entretanto ponha em mente que vocês são a regra, não a excessão. Com essa análise espero que entendam que nem sempre o amor da sua vida será o amor para sua vida.

     Queridos espectadores, espero que tenham gostado do meu artigo e que ele tenha te ajudado. Até a próxima, XOXO, Uma Garota Nada Ordinária.

    

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